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BYD frustra mercado com preço do Dolphin Mini, mas nem tudo está perdido

Quando o apresentador Luciano Huck divulgou o preço de R$ 115.800 para o novo Dolphin Mini, pouco depois das 11h desta quarta (28), mais de 8 mil pessoas acompanhavam a live pelo Youtube e outras milhares pelo Instagram da BYD.

Não entendi o aplauso local. A reação daqueles que estavam assistindo e participando do chat ao vivo na plataforma de vídeo foi imediata: uma avalanche de termos como: “Decepção”; “Cancelando minha reserva agora”; “kkkkk”; “Enganaram a todos”; e por aí vai. Achei pesado apenas o “enganaram” porque eles nada disseram.

E chegamos aqui no AutoRanking até perto do preço porque não dava para custar menos de R$ 100 mil com a primeira parcela do novo imposto do governo.

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A expectativa da grande maioria das pessoas era que a gigante chinesa cumprisse aquilo que não foi prometido, mas divulgado e espalhado aos quatro cantos, que o Dolphin Mini seria o carro elétrico mais barato do Brasil. Nisso sim. Nesse ponto não deu para a BYD. Para isso, precisaria ficar abaixo dos R$ 99.990 que a Renault pede pelo Kwid E-Tech.

Vale lembrar que até pouco tempo, o sub-compacto elétrico da Renault custava R$ 123 mil e muita gente viu a estratégia dos franceses como uma antecipação da chegada do BYD, que todos cotavam que ficaria abaixo da casa dos R$ 100 mil.

Não faz muito tempo que escrevemos aqui que seria difícil a BYD chegar ao preço de R$ 99 mil no seu Mini golfinho devido à volta do imposto de importação para os elétricos. Vale lembrar que esse primeiro lote do Dolphin Mini já chega com parte da taxação.

Queríamos sim que a BYD conseguisse colocar esse valor simbólico, que era o de R$ 99.800. Isso causaria um “terremoto” ainda maior no mercado do que ocorreu com a chegada do Dolphin “normal” por R$ 149.800. Teríamos uma corrida da concorrência para adaptar os preços de seus hatches de entrada e até mesmo de SUVs compactos.

Precisamos, entretanto, deixar de lado a frustração causado pelo anúncio do Huck e analisar friamente o que deve acontecer daqui para a frente.

Cancelamentos?
A maioria das mais de 6 mil pessoas que pagaram os R$ 10 mil para reservar o Dolphin Mini não têm motivo para se revoltar e querer cancelar a compra. Afinal, o bônus de R$ 10 mil somado ao preço do carregador portátil que está sendo oferecido de brinde na pré-venda (R$ 7 mil segundo a BYD) dão um desconto total que deixa o Mini BYD abaixo dos R$ 100 mil.

Claro que muita gente esperava ter esse desconto sobre R$ 99 mil, mas era só uma esperança mesmo. O consumidor que preço e não brinde. Ele quer decidir sobre isso no segundo momento.

Depois de conhecer o carro e sua proposta, na loja porque a BYd separou o país entre São Paulo e o resto do Brasil. Mas podemos afirmar que o Dolphin Mini ainda vale os R$ 115.800 pedidos pela BYD. Suspeito que esse bônus de R$ 10 mil ou a oferta do carregador continuará nas concessionárias por um tempo, como uma forma de espantar ou minimizar a frustração do mercado.

Precisamos lembrar que estamos falando de um carro 100% elétrico com acabamento bem acima da média dos hatches a combustão nessa faixa de preço e também muito bem equipado, com itens que só aparecem nas versão topo de linha da turma que bebe gasolina.

Diga qual carro 0 km você conhece por R$ 116 mil que liga sem a chave na ignição, com ajuste de banco elétrico para o motorista, carregador por indução, cluster digital, central gigante que gira e faz um tanto de coisas e acabamento em couro. Olhe para a lista de equipamentos de série do elétrico mais barato do Brasil hoje e depois diga se não vale a diferença.

Quando a sensação de frustração passar o mercado verá que agora temos um bom carro elétrico na casa dos R$ 115 mil. E isso manterá as lojas da BYD bem movimentadas nos próximos dias. Não querendo menosprezar os seus concorrentes mais baratos, mas o patamar de entrega é outro.

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