Romeo Moraes
Especial para o AutoRanking
A operação ainda é bem jovem — 33 meses no mundo e 10 deles no Brasil. Mas os planos, agora desenhados pelo vice presidente Roger Corassa são ousados. A Omoda & Jaecoo já se aproxima do primeiro milhão de carros globalmente e, no Brasil, cresce acima do ritmo das principais concorrentes no segmento de eletrificados e híbridos. A meta é clara: escalar para o top 3 do mercado nacional, até o final de 2027.
Hoje, a marca já roda com quase 10 mil carros no país e fechou janeiro com 8,6% de market share entre os eletrificados e híbridos. Mesmo com uma queda de 19% de dezembro para janeiro em volume, o share subiu 2,5% — sinal da operação que ganha mais tração local.
O foco por aqui é direto: PHEV e HEV como tecnologia democrática. Na China, o híbrido já disputa espaço quase que de igual para igual com os modelos a combustão e a leitura é que essa será a tecnologia global mais acessível nos próximos anos, principalmente no Brasil.
No Brasil, o posicionamento gira em torno do Jaecoo 7 e do Omoda 5, este já figurando entre os cinco híbridos mais vendidos do país e sendo o híbrido mais acessível do mercado.
A próxima corrente de lançamentos vira com:
•Jaecoo 5 – chega no segundo trimestre
•Jaecoo 8 – previsto para agosto
•Omoda 4 – entre outubro e novembro, esse, concorrente direto dos SauVs compactos.
E até 2027, a marca promete um híbrido flex desenvolvido para o Brasil, com investimento robusto e engenharia pensada para a realidade local, argumentou Corassa.
Para acelerar a expansão, a O&J lançou taxa 0 em 60 meses no SUV J7 — movimento raro no setor. A comparação interna é ousada: a última vez que se viu algo semelhante foi no lançamento do Fiat Palio nos anos 1990.
E o objetivo com a campanha é vender 40 mil veículos em 2026, com expectativa real de 45 mil e ambição de 50 mil unidades.
Produção nacional
Está em estudo, a mesma conversa de sempre. A definição da fábrica no Brasil ainda não foi anunciada, mas executivos já visitaram diferentes regiões. “A tendência é optar por uma planta já estruturada, com hub logístico pronto e incentivos fiscais competitivos. A ordem é ganhar tempo e eficiência”, comentou em nota a empresa.
No Carnaval, a marca entrou forte na mídia com exposição em São Paulo e ativação no Rio de Janeiro, abrindo oficialmente a festa como patrocinadora em ações com escolas de samba.
Ao analisar o movimento das rivais,como BYD e GWM, a leitura interna é que ambas chegaram com força, autoridade e preço, mas faltou aprofundar experiência e segurança percebida ao consumidor.
A Omoda Jaecoo quer ser diferente e ter um produto ajustado, condição comercial competitiva e construção sólida de marca.
Hoje, o Brasil já é o 6º maior mercado global da marca em apenas 10 meses de operação local. O plano é transformar o país no principal pilar fora da China. Se a aposta no híbrido como tecnologia de massa se confirmar, a escalada pode ser mais rápida do que o mercado imagina.






