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Novo Versa vai atrasar a chegada do Sentra 2020 no Brasil

OPAMA (Japão) – A mais recente investida da indústria automotiva brasileira mira o segmento dos sedãs pequenos e compactos. Os mercadólogos não descartam o desejo do consumidor que reflete o momento dos SUVs, modelos que tomaram conta do varejo e da venda direta. Entraram com energia no processo do PCD e também colocaram para escanteio parte da lucrativa fatia de sedãs de médio porte. Mas o que temos em alta para entrar na faixa de preço que desafia o bom senso do cliente?

Os sedãs compactos. Melhores e donos de mais tecnologia. Cada vez mais parecidos com os médios e todos eles participando de uma parte generosa no disputado setor. Os números são expressivos porque entre pequenos e compactos, com liderança de Prisma (agora Onix Sedan) e Virtus já somam (todos eles) mais de 320 mil unidades até outubro.

É por aí que a Nissan vai promover seu próximo lançamento no mercado brasileiro, o novo Sentra, importado do México. E quer saber mais? Vai ser perto de junho de 2020, no finalzinho do primeiro semestre. No Japão, durante nossa trip para acompanhar o Tokyo Motor Show, o presidente da montadora, Marcos Silva, também falou com a nossa reportagem sobre o verdadeiro motivo pelo qual não investirá, a princípio, na chegada imediata da nova geração do Sentra.

O chefe da marca declara que o mercado de sedãs é cativo e a Nissan oferecerá mais produtos. O público jovem tem despertado interesse pelo segmento B (anteriormente eram somente os hatches). A montadora vai apostar nesse propósito oferecendo um automóvel mais tecnológico com visual moderno e gerando ainda mais status. Pode esperar isso do carro.

O Versa (V Drive) vai mudar a maneira de como você vai enxergar o design Nissan. A proposta é literalmente visual e a entrega de novas tecnologias serão pilares chefe do fabricante. Acredito na entrega de equipamentos que hoje servem ao Kicks, como a central multimídia com câmera 360 graus. Além disso, o motor 1.6 flex de 114 cavalos com caixa CVT deverá ser utilizado. Economia como ponte de defesa.

O nome V Drive irá separar o atual Versa do novo modelo. Ambos conviverão no primeiro momento até o mercado decidir como será o futuro. O V Drive é estiloso e sua chegada deve levá-lo ao topo como carro mais bonito do segmento. O carro é quase um Sentra. Quase mesmo. Você já comparou essa relação entre Virtus e Jetta?

Perguntamos sobre o Sentra que está nos planos da empresa. A nova geração é um veículo que vai para as cabeças, segundo Marcos Silva, e com ele pretende buscar uma parte da liderança da adversária Toyota, com o Corolla. “Vou te dizer: vamos ajustar isso. Um passo de cada vez porque o foco é mostrar que o novo Versa vai exibir a nova linha de design da marca. O Sentra tem uma história vencedora no Brasil e já tivemos bem na disputa desse mercado”, disse ele. “Com certeza vamos pra cima. Mas não consigo revelar agora quando irei disponibilizá-lo, enquanto isso continuamos com o atual Sentra firme e forte”.

Quanto ao March, a Nissan vai ficar de fora desse segmento? Perguntei ao presidente. A resposta foi a seguinte: “Entendo que ele precisa ser atualizado e no seu tempo vamos revelar outras surpresas (acredito que para 2020). É um segmento de entrada que vai sofrer novas mudanças com conectividade e entregar muito mais pela exigência do cliente.

O que esperar do novo Sentra?

Na pista de Opama, área de desenvolvimento da Nissan, chamada de Grandrive, o Sentra, que foi apresentado no Salão de Shangai estava por lá. O design mais uma vez prova que será o ponto forte do três volumes mais jovem e de arquitetura moderna. O carro rejuvenesceu e exibe uma mudança do tipo da água para o vinho. O que não combina é a inspiração no acabamento do estofado chinês, tonalidade chinesa bem amarelada, que por enquanto, não é nada agradável. Outras opções serão exibidas. O novo Sentra foi desenvolvido na China (onde é chamado de Sylphy).

O sedã enriquecido e empoderado será maior, mais largo e baixo. São 4.65 m (2 cm mais), largura de 1.81 metro e entre-eixos de 2.71 m. E são 5 cm mais baixo comparado ao atual. Portanto, aos poucos, perde o papel de “tiozão”. O carro pode se tornar uma bela pedida para o motor e-power que entrega eficiência energética e será a aposta de tecnologia para 2021.

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