O governo federal deu prazo de 48 horas para que sete distribuidoras de combustíveis expliquem os recentes reajustes nos preços da gasolina e do diesel em todo o país. A medida foi tomada após órgãos de fiscalização identificarem aumentos considerados atípicos e, em alguns casos, sem justificativa clara de custos.
A notificação partiu da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, que abriu procedimento para investigar possíveis práticas abusivas no mercado. A principal suspeita é de que empresas tenham antecipado aumentos ou repassado valores acima do necessário ao consumidor.
Segundo informações de O Globo, os postos notificados são: Vibra Energia, Raízen, Ipiranga, Ale Combustíveis, Ciapetro Distribuidora de Combustíveis, Petrobahia e TDC Distribuidora de Combustíveis
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De acordo com o governo, análises técnicas apontaram reajustes simultâneos em diversas regiões do país, inclusive em locais onde não houve elevação relevante nos custos de aquisição ou refino. Esse padrão acendeu alerta para possível alinhamento de preços entre distribuidoras, o que pode configurar infração à ordem econômica. 
Entre as empresas notificadas estão grandes distribuidoras que concentram parcela significativa do abastecimento nacional. Juntas, elas têm forte influência sobre os preços finais nos postos, o que amplia o impacto de qualquer reajuste para o consumidor. 
O governo também mobilizou outros órgãos, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Cade e Procons estaduais, para intensificar a fiscalização. A depender das respostas apresentadas pelas distribuidoras, as empresas podem sofrer sanções, que incluem multas e abertura de processos administrativos.
A ofensiva ocorre em meio à escalada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Ainda assim, autoridades brasileiras questionam se os aumentos nas bombas estão sendo repassados de forma proporcional ou se há abusos na cadeia de distribuição.
Em paralelo, o Ministério de Minas e Energia reforçou que não haverá tolerância com práticas que prejudiquem o consumidor. O governo afirma que seguirá monitorando o setor e poderá adotar novas medidas para conter a alta dos combustíveis no país.






