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Conheça as armas da Ford para tentar tirar o reinado da Toro

A Fiat Toro navega em águas calmas no mercado brasileiro, pois não vê no horizonte um rival que possa atrapalhar sua rota. Ou, pelo menos, não via. O lançamento global da Maverick vislumbra a chegada de um forte concorrente para a picape produzida em Pernambuco. A Ford aposta no porte mais avantajado de seu utilitário, na mecânica confiável e conhecida do Bronco Sport e no DNA de quem faz a F-150, a picape mais vendida do mundo e o carro mais emplacado nos EUA. Mas será que essas armas serão suficientes? Vamos detalhar um pouco mais.

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+ Ford apresenta a picape Maverick mirando a Toro no mercado nacional

Ao ver as imagens da Maverick, logo de cara achamos que se trata de uma picape média, com porte parecido com o de Hilux, Ranger e Amarok. Mas isso se dá muito pelo design do utilitário. O modelo da Ford tem medidas semelhantes as da Toro: empata na largura (1.84 m) e altura (1,74 m), mas ganha no comprimento em 13 centímetros com seus 5,07 metros e no entre-eixos 8 cm maior (3,07 m contra 2,99 m da Toro). Comparando com a Ranger, por exemplo, a Maverick é cerca de 30 centímetros menor no comprimento.

Esse porte visivelmente mais avantajado da Maverick foi inspirado na irmã mais bem-sucedida, a F-150. O estilo da dianteira, com faróis em “C” e a grade repartida se assemelha bem com a picape best-seller. A nova geração da Ranger também deve beber dessa água.

A Maverick nasce com duas opções de motorização: uma híbrida que entrega 193 cv de potência combinada com câmbio CVT e outra 2.0 Ecoboost de 240 cv e câmbio automático de oito velocidades. Esse último deve ser o único aplicado para o mercado brasileiro, pelo menos no primeiro momento de lançamento. Assim como fez com o Bronco, que possui uma vasta gama de versões nos Estados Unidos, a Maverick deverá chegar por aqui apenas em uma opção de mecânica, com o mesmo conjunto do SUV de quem divide plataforma.

Podemos ter variações de versões de acabamento, com mais ou menos equipamentos, mas a mecânica ofertada inicialmente por aqui deverá ser a Ecoboost. Dessa forma, acreditamos que a Maverick vá concorrer apenas com as versões a diesel (mais caras) da Toro. A picape da Fiat tem nada menos que 9 diferentes versões e não tem como a Ford oferecer essa variedade de motorizações e acabamentos em um modelo que será importado do México. Acreditamos em duas ou no máximo três versões da Maverick, todas com o Ecoboost.

Em relação à tecnologia embarcada, a Toro se preparou bem para a chegada da moderna picape da Ford. A Fiat deu um belo “banho de loja” no interior de seu utilitário, promovendo a conectividade sem fio na cabine e até de forma remota através de APP. A Maverick terá tudo isso também, baseado no que vimos no Bronco. Então, nesse quesito, as rivais estão bem pareias.

Vale lembrar que a Chevrolet e a Hyundai também preparam suas armas para entrar nessa guerra entres as picapes médio/compactas. A Renault precisa atualizar (e muito) a Duster Oroch se quiser fazer uma onda nessa maré e a Volks tem que acordar e tirar do papel o projeto da Tarok. Por enquanto, a Toro vai navegando de vento e popa, sem ver os rivais nem com um binóculo.

O que a Fiat não pode fazer é cometer o mesmo erro que a Ford cometeu com o Ecosport, que foi pioneiro no segmento dos SUVs, reinou absoluto por muitos anos, mas que parou no tempo e assistiu a chegada de muitos e muitos rivais. Foi desbancado sem piedade e hoje nem está mais no mercado.

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