A Hiace foi laçada hoje pela Toyota como a van que pretende abraçar o lucrativo mercado dos comercias para a marca japonesa. O modelo feito na Argentina, na planta de Zárate, chega ao Brasil na configuração minibus, de 15 passageiros mais o condutor. O modelo reúne características da família Hilux e SW4. Principalmente na parte mecânica quando herda motor e cambio.
O 2.8 diesel rende 174 cavalos de potência e com o apoio da transmissão automática de seis velocidades vestiu como uma luva a Hiace (a pronúncia é Rai eice). Ao volante digo, sem exagero, ela é muito melhor de dirigir comparada à Hilux e até mesmo a SW4. Mais confortável mesmo considerando a posição elevada do banco e da direção. A rodagem é aro 16 polegadas com calotas.
O utilitário de 15 lugares mais a posição do motorista custa R$ 364,9 mil. As versões furgão, ambulância e refrigerado/isolado virão no segundo momento a partir do final do ano.
Espaçoso e bem funcional. Espere ao menos isso do Toyota que não expressa qualquer sinal de acabamento de luxo, tanto por dentro quanto por fora. A chave é do tipo canivete e faz o travamento das portas.
O que os japoneses e a engenharia portenha fizeram bem foi privilegiar o motorista em todos os aspectos. A van, arrisco afirmar, deverá ser a melhor da categoria oferecendo além da dirigibilidade suave uma caixa automática que faz a diferença.
O “carro” expressa baixo ruído por dentro e os 45,8 quilos de torque a 1600 giros precisam ser testados com o veículo completamente ocupado. Porque vazio não tem graça “manda muito bem” nas saídas usando o modo mais e menos da alavanca de marcha você se diverte.
Curiosamente, dirigimos a Hiace no circuito da Fazenda Capuava com direito a uma boa surpresa. Pilotar a van em um autódromo é diferente. Gostei do que senti e tentei imprimir o siga e pare do trânsito por alguns momentos.
O volante não vibra, a suspensão Macpherson tem um bom acerto, principalmente no eixo traseiro que usa feixe de molas. A Hiace mede 6,9 metros e tem altura de 2,28 m (vai entrar na garagem do seu prédio que deve ter 2,40 m), o que significa que para circular por dentro você, com 1m80, o passageiro terá que baixar um pouco a cabeça, diferente do Renault Master, por exemplo. Nele dá para andar ereto. Sprinter, Ducato e Transit estão na lista dos concorrentes.
Os bancos simples, com duas texturas no cinza, são reclináveis e geram bom nível de conforto. A última fila pode ser removida ou reclinada para permitir o uso mais adequado para o transporte de passageiros e bagagens.
O 2.4 diesel da família Hilux gera, segundo a Toyota, 8,5 Km por litro na cidade e 9,8 Km na estrada. Os números são eficientes diz José Ricardo Gomes, diretor comercial da Toyota. Ele também comenta sobre o momento exato da chegada da marca no segmento com a Hiace de 16ª geração. “Equipamos com acerto a van que já vendemos em mais de 150 países com 6 milhões de unidades comercializadas e ainda oferecemos até 10 anos de garantia com uma tabela de revisões baratas amigáveis”. Da 4ª à 6ª revisão, o valor é de R$ 1.199 cada, totalizando R$ 3.597 até os 60 mil km ou 6 anos de uso.
A Hiace entrega câmera de ré, multimídia de nove polegadas, sensor para ajudar no estacionamento e foca no motorista que tem bolsa inflável de joelho (são três air bags no total). A Hiace ainda oferece auxílio de rampa e controle de estabilidade e tração, que é traseira.
O sistema de ar-condicionado é bom e os dutos de vento no teto permitem um bom refresco na cabine. No interno, um veículo feito para o trabalho, sem explorar qualquer elemento que remeta ao luxo, claro.
O design não é dos melhores mas o condutor sempre terá um bom campo de visão frontal e lateral. O
para-brisa conta com um ângulo de inclinação projetado para ampliar a visibilidade do condutor e ainda dá para perceber capô alongado, no formato semi-bonnet, que permite ampliar a cabine em relação ao motor.
Aqui está o segredo para a condução, sem aquele aperto de algumas vans que estão no mercado. Quem está atrás do volante ainda poderá ajustar altura e profundidade da coluna de direção e regulagem do banco. Vamos lembrar que a montadora também irá alugar a Hiace pelo sistema do Kinto, assinatura do fabricante.
Sem surpresas
Padrão Toyota de conservação com faróis halógenos grandes, pára-choques pretos (a van é um biton na carroceria, sendo plástico preto). A tampa traseira abre na vertical, para isso você precisará de espaço, a peça é grande e o manuseio poderia ser feito por duas tampas com aberturas verticais. A porta-lateral é de abertura manual, corrediça e leve.
Pecado do retrovisor
Um pecado merece destaque por aqui e um parágrafo inteiro do texto. Ohhh dona Toyota! Como pode não oferecer o ajuste dos retrovisores externos com botão ou elétrico? Carro atualizado, 16ª geração e desse jeito? É como voltar nos anos 1980 e regular com os dedos o espelho e depois passar uma flanela para tirar as manchas dos dedos.
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