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Procura por autoescolas sobem até 200% após CNH do Brasil

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Valores mais baixos e maior procura estão acelerando a adaptação das autoescolas ao novo modelo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Lançado pelo Governo do Brasil com o objetivo de reduzir custos e ampliar o acesso à habilitação, o programa já provoca mudanças significativas no setor e impulsiona a demanda em diferentes regiões do país.

Exemplo disto é na Bahia. Segundo o Ministério dos Transportes, uma autoescola registrou aumento médio de 200% nas solicitações e orçamentos em comparação a novembro, mês anterior ao lançamento da iniciativa.

De acordo com a consultora Dhienifer Raiani Pinto, além do crescimento expressivo, houve mudança no perfil dos candidatos. “Hoje são mais jovens, com idade média entre 20 e 25 anos. Antes, o público era de 25 a 35 anos, chegando até 45. Essa mudança movimentou bastante o mercado”, afirma.

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Entre os principais fatores que explicam o avanço da procura estão a eliminação da exigência mínima de 20 horas de aulas práticas antes do exame e a oferta gratuita do curso teórico. Com isso, o custo total do processo pode ser significativamente menor, variando conforme o estado e os serviços contratados, o que amplia o acesso de pessoas que antes não conseguiam arcar com os valores tradicionais.

O impacto já aparece nos números oficiais. De acordo com boletim da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), divulgado nesta terça-feira (16), mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a abertura do processo para obtenção da primeira CNH desde a implantação da plataforma CNH do Brasil.

No Distrito Federal, a proprietária de uma autoescola, Luciana Ramos, avalia que a medida tende a beneficiar especialmente quem busca habilitação para fins profissionais. “Essa iniciativa pode trazer pessoas que têm dificuldade financeira, que antes não teriam condições de pagar”, destaca, citando a expectativa de aumento na procura pelas categorias C e D.

A diversidade de candidatos também chama atenção em outros estados. No Ceará, Francisco de Assis Rodrigues, gerente de um centro de formação de condutores, relata um público mais amplo. “Temos jovens, adultos, pessoas que querem tirar a habilitação para trabalhar, por necessidade ou simplesmente por terem completado 18 anos. A entrada de clientes ficou bastante diversificada”, afirma.

Com maior acessibilidade e demanda aquecida, o novo modelo de CNH já começa a redesenhar o mercado de formação de condutores no país, criando oportunidades tanto para candidatos quanto para autoescolas que se adaptam rapidamente às novas regras.

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