As peças importadas para a montagem de veículos no regime SKD (Semi Knocked Down) e CKD (Completely Knocked Down) voltaram a ser tributadas no último dia 1º de fevereiro, após o fim da isenção temporária concedida pelo governo federal em 2025.
A medida havia sido autorizada por seis meses pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), com uma cota de até US$ 463 milhões que deixou de recolher impostos no período.
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A decisão, tomada em julho do ano passado, foi alvo de disputas nos bastidores entre montadoras tradicionais, representadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e a BYD, principal beneficiada pela política de isenção para veículos desmontados.
Inicialmente, a BYD pleiteava dois anos de isenção do imposto de importação para veículos desmontados, mas acabou obtendo apenas seis meses. De acordo com fontes do setor, a montadora chinesa negocia com o governo federal uma prorrogação por mais seis meses.
O argumento estaria amparado em um gatilho previsto na própria medida, que permitiria a extensão do benefício por meio de um ofício do Executivo.
O calendário também coincide com o avanço das obras da fábrica da BYD em Camaçari (BA). As estruturas destinadas às áreas de estamparia, solda e pintura estão em ritmo acelerado e a previsão é que fiquem prontas ainda em 2026, o que reforça o interesse da empresa na manutenção temporária do regime diferenciado.
Atualmente, os veículos montados e semidesmontados (SKD) seguem com alíquotas entre 25% e 30%, percentual que sobe para 35% a partir de 1º de julho de 2026. Já os veículos totalmente desmontados (CKD), que hoje pagam 14% de imposto de importação, terão a alíquota elevada para 35% a partir de 1º de janeiro de 2027.







