A Mitsubishi conseguiu construir uma picape melhor. A Triton 2026 é robusta com design que vai dividir opiniões mas a consagração dela no uso do 4X4, no acerto mecânico e na dirigibilidade na estrada são inquestionáveis. O utilitário evoluiu, está mais encorpado e chega à sua sexta geração como candidata ao pódio entre as três melhores.
Produzida na fábrica da HPE Automotores em Catalão (GO), a nova Triton desejará ser uma das principais opções do segmento de picapes médias, crava o CEO da empresa, Mauro Correia, que começou a discutir o projeto no Japão para encontrar as melhores versões e acerto de cores.
A nova linha Triton, que abandona o nome L200 será oferecida em seis versões: GL MT (R$ 249.990), GL AT (R$ 259.990), GLS (R$ 265.990), HPE (R$ 284.990), HPE-S (R$ 314.990) e a topo de linha Triton Katana (R$ 329.990). Vamos nos concentrar nas três últimas e destacar o estilo mais arrojado da Katana contra a clássica HPE S.
E começamos pelos pênaltis. O que falta então? É tão pouco que dá para arrumar isso antes de chegar ao mercado, as primeiras unidades serão entregues no final de janeiro, começo de fevereiro. Acompanhe quais são os leves ajustes: o carregador de indução poderia ser refrigerado. Falta a luz do para-sol para o passageiro, lâmpadas da cabine em LED, central multimídia de nove polegadas para a HPE S, igual a da Katana. A MIT trata as duas com equivalência no topo da cadeia. E é somente isso.
A Triton, desde a HPE, já mostra valentia e altas doses de conforto. Na estrada, saindo de São Paulo até chegar ao Parque da Serra da Canastra, MG, e fazer o caminho de volta, se você não enxergar a caçamba no retrovisor, vai entender que o padrão de conforto é de um SUV. Os bancos são os melhores da categoria. Quem vai atrás, e já andou de carona em uma picape média, se tornará fã da marca. O patamar foi elevado.
A direção elétrica, a ergonomia com fácil acesso à manopla seletora da tração e aos comandos da tela, o esquema de conexão sem fio para os smartphones, tudo é acertado demais na Triton, que tem o novo volante da MIT, com três raios, e lembrando que para a Katana, mais aventureira, o teto é preto.
Aula de chassi
Uma das maiores inovações do projeto você não enxerga. A Mitsubishi Triton “lança” o seu novo chassi, denominado Mega Chassis, que gera maior rigidez estrutural e resistência. Vi isso de perto comparando o modelo 2024 ao novo. A diferença é grande. Em comparação com a geração anterior, o novo chassi oferece 60% mais rigidez flexional e 40% mais rigidez torcional, explicou bem o gerente de planejamento da marca, Fábio Maggion.
A aplicação mostra na prática, depois de um longo teste drive de quase 1.000 quilômetros, que existe uma entrega superior. A suspensão e também cresceu em termos de estabilidade e mais uma vez surge a palavra conforto. O que era exclusividade da Ford Ranger agora não é mais.
E os parâmetros são de dentro e fora da pista. Ou seja, para o uso urbano ou para aventuras off-road, a Triton dá conta do recado. A picape também ficou maior: são 130 mm a mais na distância entre eixos, 20 mm a mais no comprimento total e 50 mm a mais na largura. Aqui você descobre mais espaço interno. Especialmente na área do banco traseiro.
Mecânica
A nova geração, lembrando aqui, a 6ª da Mitsubishi Triton é equipada com o motor diesel de 2.4 litros, que entrega 205 cv de potência e 47,9 kgfm de torque. E nela tem o tanque de arla para rodar até chegar à primeira revisão. O trem de força trabalha em conjunto com a transmissão automática de 6 marchas.
A suspensão colocada em teste, à toda hora, foi reprojetada e permite um acerto e tanto para estabilidade. A suspensão dianteira agora utiliza um sistema de duplos braços sobrepostos, enquanto a traseira conta com feixe de molas ajustados para diferentes tipos de uso.
O curso de suspensão também foi aumentado em 20 mm, proporcionando maior tração e aderência em terrenos de difícil acesso. O mergulho na água vai aos 700 mm e no teste do 4X4 mais radical, com direito ao bloqueio do diferencial, a Triton assina um comportamento único. Vale ficar de pé para reconhecer o trabalho da HPE na construção da picape nacional.
Quanto à tração, a Triton continua a ser um destaque no segmento, com o exclusivo sistema Super Select 4WD-II (SS4-II), que oferece 7 modos de direção para ajustar a performance da picape conforme o terreno. Entre as opções estão Eco, Mud, Sand, Rock e o exclusivo Gravel, que otimiza a performance em pisos escorregadios ou de cascalho.
E esse design?
O design da nova Triton também passou por uma mudança radical. Eles falam de um conceito batizado de “Modo Beast”. Por aqui nada de negar que vai gerar polêmica mas ela é muito melhor ao vivo comparada às fotos.
A dianteira foi completamente redesenhada com uma grade frontal maior, dividida em três partes, e faróis com DRLs em LED e a assinatura em “L”. A versão Katana, por sua vez, mostra um acabamento escuro e detalhes em preto metálico, enquanto a versão HPE-S adota o clássico cromado e cinza, oferecendo um visual mais elegante. Seria a minha aposta.
Dentro da nova Mitsubishi Triton, o painel horizontal e os materiais de acabamento soft touch conferem uma impressão de elegância e maior conforto, especialmente para um tipo de viagem como essa, na faixa dos 1.000 Km. As versões HPE, HPE-S e Katana oferecem detalhes adicionais como costuras na bancada. O cluster, relógios do painel, misturam os relógios analógicos com um display entre eles.
Entretenimento e som
O novo sistema conta com uma tela sensível ao toque de 9 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay, permitindo integração simultânea de dois celulares. Mas a tela precisa, no mínimo, equipar a HPE S que assim como a Katana oferece sistema de câmeras 360º, que faz uma diferença grande na condução off-road. Digo mais radical.
Apelo esportivo?
A Katana surge como a mais esportiva e jovem da linha, com acabamentos em preto metálico e rodas de aro 18, tudo bem exclusivo. O visual é complementado por um Santo Antonio estilizado em Dark Titanium, bem a cara do agro aventureiro.
É o que pretende conquistar a Mitsubishi que agora tem a chance de mostrar fora das pistas de competição que tem um novo produto capaz de convencer depois do teste drive.