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Jeep Commander resiste ao avanço chinês e segue firme entre os grandões

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A maioria das montadoras tradicionais do país está se adaptando à nova realidade do mercado nacional com a chegada das marcas chinesas. Foi uma enxurrada de modelos com padrão elevado, preço abaixo do era praticado e ainda eletrificados. Eles chegaram rapidamente e fizeram o consumidor olhar para o mercado com outras perspectivas.

Algumas marcas parecem resistir ao avanço asiático no mercado automotivo e seguem sem grandes alterações em sua gama. Podemos citar a Jeep, por exemplo. A montadora do Grupo Stellantis não trouxe, ainda, um produto novo ou fez grandes revoluções dentro da gama.

Seu primeiro passo rumo a eletrificação foi a chegada do Renegade 2027 com sistema híbrido leve de 48V.  Já Compass e Commander seguem com suas versões de sempre e continuam vendendo bem. Ambos lideram seus respectivos segmentos.

Mas vamos focar aqui no Commander, que testamos recentemente na versão Blackhawk com o poderoso motor Hurricane 2.0 turbo que bebe apenas gasolina (e como bebe), além da tração 4×4. Essa versão custa R$ 336.490 e entrega tudo de melhor que a Jeep tem para oferecer de acabamento, tecnologia e design.

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É um SUV de sete lugares para famílias que gostam de acelerar. Os 272 cv de potência fazem o gigante acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7 segundos. Ótimo de dirigir e para se divertir. Ainda é bonito fora e com beleza interior garantida.

Claro que tudo isso tem um preço. E não estou falando dos mais de R$ 300 mil que a Jeep pede pela versão esportiva. Mas sim do consumo de gasolina em tempos de combustível em alta. Nos dias que ficamos o SUV no uso urbano, a média de consumo ficou na casa dos 6,2 km/l. Se você rodar muito com ele vai precisar encher o tanque praticamente toda semana.

Mas não é versão Blackhawk que faz o Commander resistir à invasão chinesa em nosso mercado. É a versão de entrada, a Longitude de 7 lugares, que segura o bom número de vendas do SUV. Ela custa R$ 228.790 na tabela, mas nas lojas você a encontra por R$ 200 mil facilmente.

Apesar de ser de entrada, o Commander Longitude está longe de ser “pelada”. Tem tudo o que você espera de um SUV grande nessa faixa de preço e ainda é puxada pelo motor 1.3 turboflex de 176 cv que entrega um pouco mais de eficiência ao modelo.

Essa versão é que garante o Commander na liderança entre os SUVs de 7 lugares, vendendo uma média de 1.350 unidades por mês. Bem verdade que o Tiggo 8 da CAOA Chery chegou a ameaçar o posto mais alto do pódio, mas a Jeep se mexeu e segurou o preço da versão de entrada e manteve a ponta.

Por quanto tempo o Commander vai se manter na liderança sem apostar em uma eletrificação mais ousada? Só o tempo e o mercado vão dizer. Os chineses ainda não olharam para esse segmento como fizeram em outros e onde já estão dominando. Mas é bom a Jeep não esperar isso acontecer para colocar o SUV grande na tomada.

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