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GWM reconhece desafios frente a Toyota e montadoras da Alemanha, Japão e EUA

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O presidente da Great Wall Motor, Wei Jianjun, afirmou que as montadoras chinesas ainda enfrentam uma “lacuna muito grande” em relação aos principais fabricantes globais, apesar do crescimento em escala e exportações. A declaração foi feita durante uma reunião anual com funcionários no início de fevereiro e posteriormente divulgada pela imprensa chinesa, segundo a Y-Auto.

De acordo com Wei, mesmo com o avanço da indústria chinesa e o aumento da presença internacional das marcas do país, é necessário cautela na avaliação da competitividade global. Ele afirmou que empresas da Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos ainda mantêm vantagens em experiência de manufatura e profundidade técnica, e que as fabricantes chinesas precisam continuar aprendendo com esses mercados.

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O executivo citou a Toyota como exemplo na gestão de qualidade. Segundo ele, a montadora japonesa mantém a confiança dos consumidores mesmo diante de recalls frequentes, ao tratar os problemas de forma direta e comunicar as soluções com clareza aos clientes.

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Wei também alertou para riscos estruturais no mercado chinês. Ele destacou que a concorrência baseada em cortes agressivos de preços pode gerar desafios no longo prazo caso não esteja sustentada por operações financeiramente equilibradas e por padrões consistentes de qualidade.

No cenário internacional, o presidente observou que o avanço das exportações chinesas ainda depende, em grande parte, da competitividade de preços. Para ele, estratégias baseadas principalmente em valores mais baixos podem limitar o fortalecimento de marca em mercados externos ao longo do tempo.

Em 2025, a Great Wall Motor registrou vendas globais de 1,3237 milhão de veículos. Desse total, 403,7 mil unidades foram de veículos de nova energia e 506,1 mil corresponderam a entregas no exterior.

A empresa reportou receita anual de 222,79 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 30,77 bilhões) e lucro líquido de 9,912 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,37 bilhão), conforme números divulgados no início de 2026.

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