A GWM deu início aos testes no Brasil com seu primeiro caminhão movido a hidrogênio. A unidade chegou ao país neste mês e passará por inspeções, validações e rodagem experimental antes de qualquer operação comercial. O veículo será apresentado oficialmente em 15 de agosto, durante a inauguração da fábrica da marca em Iracemápolis (SP).
O modelo foi desenvolvido pela GWM Hydrogen powered by FTXT, subsidiária global voltada a tecnologias de célula a combustível. O sistema utiliza hidrogênio como vetor energético para gerar eletricidade, emitindo apenas vapor d’água como subproduto. O caminhão conta com bateria de 105 kWh e cilindros com capacidade para 40 kg de hidrogênio, além de recuperação de energia em desacelerações e frenagens.
A primeira fase no Brasil inclui inspeções técnicas e testes da bateria elétrica, seguidos pela avaliação do sistema de célula a combustível. Os ensaios iniciais estão programados para setembro, em parceria com universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), que dispõe de tecnologia para produção de hidrogênio a partir do etanol.
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Antes de circular em vias públicas, o veículo será avaliado em pistas de prova no interior paulista, passando por análises de suspensão, desempenho e segurança. Os testes começam sem carga e evoluem para condições reais de transporte. O objetivo é coletar dados sobre hábitos de condução e avaliar a eficiência do sistema em diferentes climas e topografias.
Mais de 30 mil caminhões semelhantes já circulam na China, mas este é o primeiro modelo a operar no Brasil. Após a etapa inicial, o veículo será testado com diferentes fontes de hidrogênio, incluindo o verde (eletrolítico) e o obtido por reforma do etanol. Em seguida, a GWM fará uma análise de viabilidade econômica da tecnologia para o mercado nacional.
O projeto integra o Programa MOVER, do Governo Federal, e faz parte da meta global da GWM de neutralizar emissões de carbono até 2045. No Brasil, a iniciativa é resultado de um memorando de entendimento firmado com o Governo de São Paulo em 2023, além de parcerias com o Governo de Minas Gerais e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) para desenvolvimento e infraestrutura de abastecimento de hidrogênio.





