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GWM H9 pronto para tirar a SW4 do trono; será que vai conseguir?

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Recém-chegado ao mercado brasileiro, o GWM H9 se mostrou um rival que poderá lutar pela liderança no segmento dos SUVs grandes de sete lugares. Em pouco mais de três meses de vendas, o modelo chinês emplacou 2.205 unidades, o que dá uma média superior a 730 carros emplacados a cada 30 dias. Pode parecer pouco, mas para esse segmento e para um estreante, são números que devem estar preocupando os concorrentes.

Vamos comparar. Os três primeiros colocados nesse segmento tão cobiçado são: CAOA Chery Tiago 8 na liderança com 17.883 unidades vendidas em 2025; seguido do Jeep Commander com 17.786 emplacamentos e com a Toyota SW4 na cola, com 17.056 vendas.

Os três ocupantes do pódio têm uma média mensal de vendas na casa dos 1.400 carros durante 2025. Com praticamente 3 meses completos de vendas, o H9 já conseguiu uma média de mais de 700 unidades vendidas por mês. E a GWM já entendeu que vai duplicar o volume.

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Para se ter uma média da força desse número, o quarto lugar coloca no ranking de SUVs grandes de 7 lugares, o VW Tiguan, emplacou 2.229 unidades em 2025, com uma média de 185 carros vendidos por mês. Está claro que o modelo alemão precisará do reforço da chegada da nova geração para segurar o SUV chinês, mesmo considerando seu novo status de cinco lugares e o motor a combustão.

Mas o que fez o H9 com seus 4,950 m, 2.4 turbo diesel de 184 cv e 48,9 Kgfm, câmbio automático de nove polegadas e 10 anos de garantia para motor, caixa e ar-condicionado (o restante valem os cinco anos) já estrear com tantos fãs no mercado nacional?

A GWM apostou numa fórmula que parece ter mirado no Toyota SW4 e acertado em cheio no gosto brasileiro. Em vez de investir em mais um modelo monobloco eletrificado, optou por um SUV montado sobre o chassi de uma picape, com motorização a diesel e tração 4×4 para todos os terrenos. Alguma semelhança com o rival da Toyota?

Essa estrutura robusta somada ao visual de “jipão quadrado” agradou ao público. E claro, o nível de acabamento de alto padrão na cabine, com tecnologia de ponta, deram o “tempero” que o consumidor não encontra da mesma forma no concorrente japonês.

Outro fator muito importante foi a política de “precificação” da GWM, que trouxe o H9 em versão única, com todos os equipamentos possíveis para o segmento com o valor de R$ 329 mil. Isso é praticamente R$ 100 mil a menos que a versão mais barata da SW4 com 7 lugares, a SRX Platinum que custa R$ 424.590 no site da Toyota. Já a versão completa, a Diamond para R$ 474.990, quase R$ 150 mil mais cara que o H9.

Não é fácil tirar clientes da Toyota, mas a GWM parece ter acertado na fórmula e deve incomodar os concorrentes em 2026. A turma do andar de cima terá que se mexer para não ver o estreante ultrapassar e novos concorrentes estão chegando para acirrar ainda mais essa batalha de gigantes. Quem ganha com isso é o consumidor.

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