A Jaguar Land Rover (JLR) enfrenta um período de inatividade em suas fábricas no Reino Unido após o ataque cibernético sofrido em 31 de agosto. O incidente afetou os sistemas internos da montadora e interrompeu a produção de veículos nas unidades de Solihull, Halewood e Wolverhampton.
A empresa confirmou que a paralisação será estendida até pelo menos 1º de outubro. Normalmente, mais de mil veículos são produzidos diariamente pela marca, mas há mais de três semanas as linhas de montagem permanecem sem atividade. Fontes ouvidas pela BBC indicam que a interrupção pode se prolongar até novembro, embora a JLR classifique essa possibilidade como especulação.
De acordo com estimativas, a montadora tem perdido entre £5 milhões (R$ 36,2 milhões) e £10 milhões (R$ 72,4 milhões) por dia desde a suspensão da produção. Além disso, concessionárias da rede têm recorrido a processos manuais para registrar vendas e entregas, já que parte dos sistemas segue fora do ar.
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O impacto também atinge a cadeia de suprimentos. Representantes de fornecedores afirmam que pequenas e médias empresas não têm fôlego financeiro para lidar com a paralisação prolongada. O ex-diretor da Aston Martin, Andy Palmer, chegou a afirmar que alguns fornecedores podem não resistir, preocupação também levantada por sindicatos locais.
Jason Richards, representante sindical, destacou que empresas já discutem possíveis demissões. Segundo ele, a dependência de pagamentos regulares coloca os trabalhadores em situação de risco. “As pessoas têm que pagar aluguel e hipotecas. Se não estão recebendo nenhum pagamento, o que devem fazer?”, afirmou em entrevista.
Em comunicado oficial, a JLR informou que o foco está em oferecer suporte a clientes, fornecedores, funcionários e concessionárias. A empresa reconheceu as dificuldades do momento e agradeceu pela paciência de todos os envolvidos.
A Jaguar Land Rover não apresentou previsão exata para a normalização das operações.





