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Estudo aponta níveis elevados de partículas em estações de carregamento rápido

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Um estudo realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Campo da UCLA identificou níveis mais altos de partículas finas (PM2,5) em estações de carregamento rápido de veículos elétricos (EVs) quando comparados a alguns postos de gasolina.

As partículas PM2,5 são cerca de 30 vezes menores que a espessura de um fio de cabelo humano e, segundo especialistas, podem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea, oferecendo riscos à saúde, principalmente para pessoas com condições respiratórias ou cardíacas.

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Os pesquisadores mediram a concentração de partículas em 50 carregadores rápidos de corrente contínua (DCFC) em Los Angeles e compararam os números com outros ambientes urbanos. Em média, os níveis de PM2,5 foram os seguintes:

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  • 7 a 8 microgramas por metro cúbico: fundo urbano;

  • 10 a 11: rodovias e cruzamentos movimentados;

  • 12: postos de gasolina;

  • 15: carregadores rápidos, com picos registrados de até 200.

De acordo com o estudo, as concentrações mais altas foram observadas próximas aos gabinetes de energia dos carregadores, mas diminuíram alguns metros depois e não apresentaram diferença em relação ao ar urbano a algumas centenas de metros de distância.

A principal hipótese é que os ventiladores presentes nos gabinetes de energia sejam responsáveis pela ressuspensão de poeira e partículas presentes no ambiente. Esses equipamentos resfriam os sistemas que convertem a eletricidade da rede em corrente contínua, necessária para o carregamento dos veículos.

“Essas pequenas partículas provavelmente vêm da ressuspensão ao redor dos gabinetes”, explicou a pesquisadora Yuan Yao. Já o professor Michael Jerrett destacou que, por seu tamanho, essas partículas podem atingir o sistema respiratório de forma profunda.

Apesar da constatação, os pesquisadores ressaltaram que os veículos elétricos continuam trazendo benefícios ambientais em comparação aos modelos a combustão. Para reduzir o impacto, sugerem a instalação de filtros de ar nos gabinetes de energia.

Enquanto medidas corretivas não são aplicadas, a recomendação é que motoristas permaneçam dentro dos veículos com o sistema de climatização ligado durante o carregamento ou que se afastem da área até o fim do processo.

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