IRACEMAPOLIS – A GWM, de capital privado, anunciou um investimento de mais de R$ 10 bilhões com o objetivo de trazer sua marca para a indústria automotiva brasileira. Serão dois ciclos de retornos gerados a partir da fábrica 100% eletrificada em Iracemápolis, São Paulo, local comprado da Mercedes-Benz. Anote aí: cerca de R$ 4 bilhões de 2022 a 2025 e R$ 6 bilhões entre 2026 e 2032, com geração de 2 mil empregos diretos. Até o fim do ano, chega o primeiro SUV importado. Serão 10 modelos que estão em desenvolvimento nesses três anos. No segundo semestre de 2023 sairão os dois novos carros fabricados no país. Os nacionais GWM.
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A empresa chega ao país para montar a sua maior base de produção fora da China, com o objetivo de se tornar um centro de exportação para a América Latina e ajudar a desenvolver o mercado brasileiro. Serão 100 mil veículos saindo do interior de São Paulo para atender ao negócio dos carros que deve voltar ao patamar de três milhões de unidades.
No Brasil, em três marcas, a GWM vai lançar uma linha de produtos que terá somente SUVs e picapes híbridos e elétricos. A escolha por esses dois segmentos foi feita para atender o desejo do consumidor. No ano passado, no país, houve crescimento de 26% na venda de SUVs e de 25% no segmento de picapes, de acordo com dados da Fenabrave. Aposte também no desenvolvimento da tecnologia de célula de combustível de Etanol. Do Brasil sairá para o mundo o carro a hidrogênio.
Considerada a sétima montadora mais valiosa do mundo em outubro de 2021, a GWM é líder entre os utilitários esportivos médios no mercado chinês, o maior do mundo, com o Haval H6, por 11 anos seguidos. A marca também ostenta o título de quarta maior fabricante global de picapes médias, segmento que lidera com a Poer, na China há 24 anos consecutivos, onde a montadora tem participação acima de 50%. Por aqui também vai explorar a Tank, que tem foco no 4X4 mais robusto. Quanto a Ora, que produz os elétricos, a estratégia é focar em importados.
Os veículos 100% com motorização híbrida terão opções de configuração que variam de 230 cv a 430 cv de potência e 410 Nm a 762 Nm de torque. Na prática, esses números se traduzem em aceleração de 0 a 100 km/h de 7,2 segundos a apenas 4,8 segundos e consumo de combustível de 75 km/l a 208 km/l no uso combinado do motor elétrico com a combustão. Não custa lembrar os 200 quilômetros de autonomia o carro híbrido usando o motor elétrico com possibilidade de recarga de 80% em 30 minutos.
Outra novidade é que a GWM já está iniciando parcerias para os estudos de uso de etanol como fonte de geração de hidrogênio para veículos com célula de combustível e nesse tema o grupo quer ser o pioneiro no desenvolvimento completo da cadeia.
Conectividade
A tecnologia para a segunda fase dos produtos vai mostrar o primeiro carro movido com o sistema over the air, com atualização (upgrade) pelo ar. O 5G presente, além de todos os comandos de voz e presença.
O reconhecimento facial apresentado na China, pela Chery, pelo jeito, vai chegar primeiro na GWM. “Vamos fazer carros que atraem os jovens com muita tecnologia. Ambiente de interesse da turma, engajando o novo consumidor”, declarou Oswaldo Ramos, CCO (Chief commercial officer) da GWM Brasil.