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Álcool estava em 38,5% das vítimas fatais de trânsito analisadas em estudo

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O álcool foi a substância psicoativa mais encontrada entre vítimas fatais de sinistros de trânsito analisadas em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a pesquisa, 38,5% das pessoas que morreram em ocorrências no trânsito apresentavam álcool no organismo, reforçando o impacto da combinação entre bebida alcoólica e direção na segurança viária.

Os dados foram publicados na revista científica Toxics e fazem parte de um levantamento que analisou 3.577 vítimas de mortes violentas registradas entre 2022 e 2024 nas cidades de Belém (PA), Recife (PE), Vitória (ES) e Curitiba (PR). Entre todos os casos avaliados, 53% das vítimas tinham pelo menos uma substância psicoativa detectada nos exames toxicológicos realizados durante as necropsias.

Embora os homicídios tenham representado a maior parte da amostra (67,3%), os pesquisadores identificaram um cenário preocupante nos sinistros de trânsito. Nesse grupo, o álcool foi a substância mais frequente, presente em 38,5% das vítimas, à frente da cocaína (16,3%), dos benzodiazepínicos (4,9%) e da cannabis (2,2%).

Segundo os pesquisadores, os resultados devem reforçar a importância de intensificar políticas públicas de prevenção, fiscalização e conscientização para reduzir a combinação entre consumo de bebidas alcoólicas e direção, um dos principais fatores associados aos acidentes graves e fatais no Brasil.

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Eles informaram também que a identificação dessas substâncias não estabelece uma relação direta de causa e efeito com a morte, mas fornece informações importantes para compreender os fatores associados às mortes violentas.

A pesquisa faz parte do Projeto Tânatos, desenvolvido pela Faculdade de Medicina (FMUSP) e pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As amostras de sangue foram coletadas durante as necropsias, em até 12 horas após o óbito, e submetidas a exames toxicológicos padronizados.

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